12.2.07

O Fantasma da Opera




Numa semana em que o amor impera... não podia deixar de falar de um dos filmes que mais me marcaram nos últimos tempos... numa onde de Musical como o Chicago ou o Moulin Rouge, este filme é "para sempre" o meu filme....

Fui vê-lo com uma grande expectativa porque já tinha visto o Musical em Londres no Her Majesty's Theatre, onde está em cartaz desde 1986 - 21 anos. Tinha algum receio que a história fosse alterada, apesar desta versão não ser sequer a original, mas fiquei agradavelmente surpreendida ao ver que tudo é mantido igual. No filme a acção passa-se num palco e estamos constantemente a ver o publico que assiste às várias representações. Ao vivo, o público somos nós e a grandiosidade de tudo aquilo que assistimos cola-se-nos à pele, arrepiando-nos à medida que a acção se vai desenrolando e fazendo-nos sentir que somos uma parte da história, é apenas um pouco de emoção que se perde.

O livro que deu origem a este musical, de autoria de Gaston Leroux já deu origem a pelo menos 7 filmes (que eu tenha conhecimento, embora ainda esteja na duvida em relação a outros dois)e todos eles alteram a sua historia. O primeiro foi ainda um filme mudo em 1925 e é tida como a melhor versão, pelo menos a mais fiel. A segunda versão é de 1943 e a historia já é alterada sendo que o Fantasma aparece na figura de um violinista que depois de sofrer um acidente com acido foge para as catacumbas da Opera de Paris.A terceira versão surge em 1962 e é considerada a pior de todas. Em 1974 Brian de Palma cria uma versão Opera Rock sobre este tema. Em 1982 fazem uma adaptação para a televisão em que adulteram completamente a historia alterando nomes e factos e em que o Fantasma passa a ser um maestro que pretende vingar a morte de sua mulher. E finalmente em 1990 uma nova versão também ela péssima transporta a historia para Nova Iorque e faz do Fantasma um ser irreal, enfim foram de mal a pior, chegando ao ponto de praticamente ninguém saber qual a história original.

Pessoalmente li o livro e gostei mas não tem nada a ver com este filme, ou melhor tem pouco a ver... e é sobre o filme que é suposto falarmos por aqui. Andrew Lloyd Webber que como muitos deverão saber é o responsavel por fabulosos musicais como por exemplo Jesus Christ Superstar, Evita ou Cats, depois de ter este musical em cena durante 18 anos decidiu adapta-lo ao cinema e segundo a minha modesta opinião em muito boa hora, porque nem toda a gente, alias muito poucos podem assistir ao vivo em Londres ou na Brodway como é obvio e seria uma pena sermos privados de tão fantástico espectáculo de cor e som.

A história:

Estamos em Paris, em 1905 assistindo a um leilão onde um senhor muito idoso, o Visconde de Chagny compra uma caixa de musica com um macaco a tocar pratos e começa a recordar o seu passado, estranhamente ligado a essa caixa através da sua amada Christine Daae. Seguidamente leiloa-se um enorme lustre que foi recuperado dos escombros dum grande incêndio que houve na Opera de Paris, e em que o leiloeiro recorda que é o lustre ligado ao estranho caso do Fantasma da Opera gozando até com a historia. Ao acenderem o lustre, a historia recua até 1860 e começamos então a conhecer a vida e história de essencialmente três pessoas, o Visconde, Christine e do próprio Fantasma.

A Direcção da Opera está a ser passada, apresenta-se um novo dono da sala de espectáculos e ensaia-se a obra "Hannibal". A primeira cantora, Carlotta, irritada como sempre com tudo e todos, ao cair um contra peso mesmo ao pé dela decide ir embora deixando toda a gente assustada porque a opera estreia-se nessa noite e aquele é o ensaio geral. A Srª Giry, encenadora, revela que uma das bailarinas tem uma excelente voz e Christine canta para espanto de todos com uma voz linda. A estreia é feita nessa noite com Christine a fazer a vez da prima-donna.

Depois da estreia e no seu camarim, Christine é visitada pelo Fantasma, que ela pensa ser um Anjo que o seu pai lhe enviou quando morreu para velar por ela e para a ensinar a cantar. Este apresenta-se pela primeira vez e conduz Christine através do espelho para o subterrâneo onde habita. Após varias peripécias e canções lindas ela tira-lhe a mascara para ver a sua cara horrivelmente deformada o que o põe completamente louco de furia, amaldiçoando-a e ameaçando-a que ela nunca mais poderá ser livre depois daquilo.

Posteriormente e já com Christine de regresso à Opera, todos começam a receber cartas do Fantasma avisando que o papel principal da Opera "Il Mutto" que irá ser posto em cena deverá ser entregue a Christine sob pena de acontecer alguma desgraça, tal como o camarote 5 deverá sempre ficar desocupado para que ele (Fantasma) possa assistir a Opera de lá. Ninguém quer acreditar que o Fantasma existe realmente e acusam-se uns aos outros de serem os autores das cartas. Mais uma vez Carlotta que já tinha regressado vai embora ofendida com o facto de não quererem que ela cante e os director prometem que ela terá o papel principal nessa, como em todas as Operas.

E assim, quando a Opera é estreada, Carlotta é a prima-donna e o Visconde está a assistir sentado no camarote 5. Ouve-se então a voz do Fantasma dizendo que já tinha avisado que algo iria acontecer e de repente Carlotta fica sem voz. É rapidamente substituida por Christine mas a fúria do Fantasma não acalma. O lustre abana violentamente ameaçando cair e perante um publico aterrorizado, um funcionario da Opera cai no tecto enforcado. Instala-se o terror e Christine e o Visconde fogem para o telhado. Ai trocam juras de amor enquanto o Fantasma ouve escondido atrás duma estátua. Completamente furioso volta para o teatro e derruba mesmo o lustre por cima do publico que foge em pânico.

Seis meses mais tarde ninguém mais tinha ouvido falar do Fantasma e dá-se um Baile de Mascaras, em que todos estão presentes e o Visconde e Christine estão já noivos. Esse Baile com o nome de Masquerade é um dos momentos verdadeiramente belos do filme, tanto a nivel de musica, como de guarda roupa. No final o Fantasma aparece fantasiado de Morte Vermelha e entrega a partitura de uma Opera intitulada "Don Juan Triunfante" e ordena que ela seja encenada. No final o Visconde e a Srª Giry conversam e ela acaba por lhe confessar que sabe quem é o Fantasma, conta-lhe que é uma criança terrivelmente deformada (esta é realmente a grande alteração em relação ao livro, porque o Fantasma é sempre e em todas as versões um homem que é deformado por derramamento de ácido e aqui ele já nasceu deformado) que ela ajudou a fugir e que escondeu ali nos subterrâneos do teatro e que lá cresceu e viveu sempre.

Com medo daquela terrivel figura, a Opera começa a ser ensaiada, dirigida pelo próprio Fantasma através de cartas. Christine é obviamente a cantora principal e o Visconde junto com os directores pleaneam apanhar o Fantasma aquando da estreia desta peça, para o que pedem a ajuda dela. Christine hesita muito pois custa-lhe trair o homem que sempre velou por ela e que a ensinou a cantar e vai ao cemitério visitar a campa do pai e pedir-lhe ajuda para tomar uma decisão sobre o que fazer. (Este momento mexe muito comigo talvez porque o filme estreou logo a seguir a morte do meu pai e então dada a beleza da canção... sempre que oiço a canção e escuto a letra desfaço-me em lagrimas)

Finalmente estreia a nova Opera. Tudo está como o Fantasma ordenou. A ideia é agradar-lhe para mais facilmente o apanhar. Quase no fim da actuação e sem que ninguém se aperceba, ele enforca o tenor principal e toma o seu lugar, cantando a ária final da Opera com Christine. Quando finalmente se apercebem do que aconteceu tentam capturar o Fantasma que foge para o subsolo levando Christine consigo. Os actores, funcionários e policia partem em busca do Fantasma assim como o Visconde.

Christine conversa com o Fantasma sobre a vida dele e todo o sofrimento que ele teve por causa da sua deformidade. Entretanto Raoul (o Visconde) chega e na ânsia de salvar Christine cai numa armadilha que o Fantasma lhe preparou. Christine tem na sua mão a hipotese de salvar Raoul ou deixá-lo morrer. O Fantasma diz-lhe que a escolha é dela, ou aceita ficar com ele e ele liberta o seu amado, ou recusa e ele morre.

Por amor, Christine aceita ficar com o fantasma, para salvar a vida de Raoul, mas ao ver que a intensidade do amor de Christine é tão grande e tão forte que ela consegue abidcar do seu apaixonado para lhe salvar a vida, conformado e triste, o Fantasma dá-lhe a liberdade e afasta-se para nunca mais ser visto. Lindo!

A musica é fabulosa, com especial destaque para musicas como "Think of me", "The music of the night", "The point of no return" ou "The Phantom of the Opera" e apesar de algumas criticas que já li, as representações estão bastante boas, se tivermos em conta que houve a preocupação de arranjar actores que também cantassem, daí que não encontramos nenhum dos consagrados "monstros" do cinema que estamos habituados a ver nas telas, apesar de alguns dos actores serem conhecidos como é o caso do próprio Fantasma que já vimos pelo menos no filme Atila, o Huno e a Christine Daae que contracenou com Sean Penn no filme Mystic River.

E é mais uma escolha.... se não viram... porque não alugá-lo no dia 14 caso fiquem em casa????

4 comentários:

ALEXIA disse...

Pois que giro...esta fim de semana no B.C. estava a dar uma reportagem sobre o criador desta obra (para treatro)....e como foi feito o filme

achei que devia ser uma produção em grande mas fiquei na duvida se em filme resultaria nada como ver não é?

Beijocas com saco de pipoca na mão

já disse que devias por o trailer não disse? ;D

Ana disse...

Ja li o livro mas nunca vi o filme, vou ver se o alugo, mas ja sei que o vou ver sozinha,o meu marido nao aprecia esse tipo de filmes.
Beijinhos
Ana Felpuda

dharma disse...

Gostei muito de ler. Viste o musical! Que sortuda. Eu conheço bem a versão do Brian de Palma, que é um dos meus filme preferidos. Ainda sobrevive cá em casa uma gravação velhinha em VHS. Vou tentar vê-lo, ainda por cima pelas mãos do Andrew Lloyd Webber que gosto muito. "Jesus Christ Superstar", faz parte da minha vida desde muito pequena, a minha irmã tem 46 anos e tive a sorte de conhecer muita coisa boa, muito cedo. Ainda hoje ouço o CD e canto que nem uma desalmada, adoro a personagem do Judas Iscariot e a doce Mary Magdlene a cantar "I don't know how to love him"!!

Bela escolha, vou nessa.

Lurdes disse...

Também vi o musical em Londres!! Mas o filme não... ora aqui está um bom motivo para passar no vídeoclube.
Beijinhos